Keep it simple, stupid! – A fadiga do excesso

simplicity
Acredito que a falta de foco é um dos pecados capitais que pode ser cometido por uma start-up. É tentadora a possibilidade de se criar um canivete suíço, ainda mais para empresas de tecnologia onde o custo de se implementar uma nova funcionalidade é relativamente baixo.

A sigla K-I-S-S (Keep It Simple, Stupid) resume a opinião. Empresas como a 37signals conquistaram milhares de seguidores (e clientes) oferecendo produtos que solucionam um só problema, e nada mais. Seu livro, Getting Real, é uma referência para a nova geração de empreendedores-digitais.

Para aqueles que leram o livro eu gostaria de recomendar o excelente artigo “Feature Fatique: when product cabapilities become too much of a good thing“. Para os que ainda não leram o livro, leiam. Ele é valido mesmo para empreendedores que não estejam focados em web.

Posteriormente escreverei mais um post discutindo a fundo alguns dos pontos levantados. Já adianto, no entanto, alguns pontos com os quais não concordei e que gostaria de discutir:

  • A premissa de que adicionar funções à um produto (em especial àqueles baseados em tecnologia da informação) é de custo nulo (página 439) tende a ser falsa para empresas nascentes, que tem um custo de desenvolvimento alto quando leva-se em consideração o custo de capital investido. Desta forma, o foco em poucas funcionalidades é ainda mais importante para start-ups.
  • Acredito que a análise não levou em consideração o poder do feedback (edit: leiam “The Age of Viral Feedback“), especialmente em uma sociedade em que os consumidores estão cada vez mais municiados de ferramentas que permitem que conheçam a usabilidade de um produto antes mesmo de comprá-lo (fórums, websites, etc.). Hoje um consumidor, que sempre deu grande valor às sugestões de seus pares, tem uma enorme quantidade de pessoas para “consultar”. A pesquisa trata de produtos fictícios; acredito que uma pesquisa baseada em produtos reais, numa condição normal de consumo (onde haveria o desejo do consumidor por uma pesquisa prévia antes da aquisição), mostraria resultados diferentes, dando ênfase à usabilidade mesmo antes de se comprar o produto.
  • A pesquisa não leva em consideração a capacidade de uma empresa de investir na usabilidade como um diferencial competitivo, sem que isso exija a diminuição no número de funcionalidades (exemplo perfeito: Apple).

Diga-me o que você acha!

Post originalmente publicado por Gian Carlo Martinelli no blog Plano A.


I believe that lack of focus is one of the biggest sins a start-up can commit. The possibility of creating a swiss army knife, with dozens of features, is tempting, specially for information based companies where the cost of creating a new feature is relatively low.

The acronym K-I-S-S (Keep It Simple, Stupid!) reflects that opinion. Companies such as 37signals have mustered legions of fans – and consumers – by offering products that scratch a specific itch, and nothing more. Their book, Getting Real, is a reference for the new generation of web-developers.

For those of you who have read the book, I recommend the excellent article “Feature Fatique: when product cabapilities become too much of a good thing“. For those of you who haven’t, read it. It is valid even for entrepreneurs who aren’t focused on web applications.

Later, I will write a new post commenting on some of the major findings of the article. Even so, I would like to discuss some points with which I disagree:

  • The premise that adding a new feature to a product (especially those based on information technology) costs nothing is not entirely true in the case of start-ups, that have high development cost when taking into consideration their cost of capital and burn-rate apprehension. For these companies the focus on usability is even more important
  • I believe the study didn’t take into consideration the power of feedback (edit: read “The Age of Viral Feedback“), specially in a society where consumers are ever so powered by tools that allow them to know the usability of a product before buying it (via forums, websites, etc.). Today a consumer, who has always given great weight to the opinion of it’s pairs, has a huge quantity of people to engage and query. The research considered fictitious products; I believe that a research based on real products, with normal consumption scenarios (where a consumer could research before the acquisition of a product), would show different results, giving even more enphasis to usability before buying a product.
  • The research doesn’t take into consideration the talent of a business to invest in usability as a competitive advantage, without sacrificing the number of features of it’s products (perfect example: Apple).

Let me know what you think!

Post originally published by Gian Carlo Martinelli on the blog Plano A.

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