Archive for the ‘Desafio GV-Intel’ Category

Algumas dicas para quem vai se apresentar a investidores

No dia 5 de setembro eu fiz um pequeno Workshop para os empreendedores do Desafio Brasil 2009. Uma série de dicas para quem vai se apresentar para investidores.
Muitas delas servem para qualquer apresentação.

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Desafio 2009

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Os trabalhos para a organização do “Desafio 2009” já estão a todo vapor!

O “Desafio” (que inclui “Desafio GV” e o novo “Desafio América Latina”) é uma competição de novos negócios organizada pelo GVcepe para empreendedores da América Latina. O “Desafio GV” é aberto para equipes de brasileiros que possuam projetos inovadores ligados à tecnologia. O “Desafio América Latina” deverá reunir os finalistas de 4 países (Chile, Argentina, Brasil e México) para uma competição integrada de onde sairão os melhores de cada país e os melhores do continente.

É uma excelente oportunidade para empreendedores interessados em dar visibilidade para suas start-ups e para investidores descobrirem quais são as empresas mais inovadoras do país e da América Latina!

Para saber mais sobre a competição acesse a rede social que foi construída para unir, além de participantes e jurados da competição, todo e qualquer empreendedor/investidor interessado em inovação na América Latina. O objetivo é criar um ponto de referência para este público, com conteúdo relevante e espaço para networking.

Os blogs Startupi, Tiago Doria e FayerWayer também escreveram sobre a rede social e a competição.

O endereço temporário é http://desafio.ning.com

Prêmio Procter & Gamble

Um post rápido só para contar uma novidade sobre o Zandu (não é a ressurreição do Plano A!)…

Como eu havia escrito aqui há um bom tempo, usei o plano de negócios do Zandu como o meu TCC (trabalho de conclusão de curso) na FGV-SP.

A boa notícia que tenho pra dar é que esse plano foi indicado para o Prêmio Procter & Gamble da FGV, um evento para o qual são indicados 10 TCC’s escolhidos pelos professores da EAESP e tidos como os melhores do semestre. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz com essa indicação.

Mas aquele dia 12 de agosto ainda reservava outra surpresa… o Zandu havia sido escolhido por uma equipe da P&G (com mais 4 trabalhos) para uma apresentação final de curtíssimos 8 minutos. Fiz o “elevator pitch” do plano, seguido de 10 minutos de Q&A, e acabei levando o grande prêmio! O Zandu foi considerado o melhor TCC do semestre!

Mais um belo reconhecimento para o projeto! 🙂

Essa premiação também foi a primeira aparição pública da Batuq, empresa que eu e mais dois amigos estamos abrindo como um side-project (vulgo: bico) e que tem o objetivo de ajudar empreendedores, executivos e empresas a transmitirem melhor a sua mensagem (dado que o Zandu ganhou o prêmio de “escolha do público” no Desafio GV-Intel e agora este da P&G eu acho que a nossa metodologia de “vender o peixe” funciona razoavelmente bem!).

Queria agradecer meus amigos-sócios Manuca e Heitor pela ajuda na apresentação. Em breve eu atualizo este post colocando-a aqui.

É isso aí… peace-out! 🙂

Desafio GV-Intel (Episódio Final)

Depois de mais ou menos um mês de trabalho no plano de negócios do Zandu, hoje fiquei sabendo o resultado final. A primeira boa surpresa do dia foi a classificação entre os 10 finalistas do “2o Desafio GV-Intel“!

No começo da manhã essa era a minha meta. Eu pensava: “tem muitos projetos legais aqui… ficando entre os 10 está excelente!”. Lógico que quando saiu o resultado eu fiquei super-feliz, mas passados 5 minutos eu já queria mais!

Pelo sorteio eu fui o 8o a apresentar. Um dos poucos sem terno e gravata eu assumi meu lugar no “palanque” e, com o tempo um pouco mais apertado do que na semi-final, apresentei o Zandu para a banca de jurados e para a platéia presente. Eu já sabia que a banca de hoje seria formada, em grande parte, por sócios/analistas de empresas de Private Equity (Intel Capital, Rio Bravo Investimento, Value Partners, etc)… isso me deixou com um pouco de receio já que os fundos de PE costumam investir em negócios um pouco menos arriscados do que serviços via web, mas a apresentação correu bem mesmo assim.

Como eu nunca havia apresentado o Zandu para tantas pessoas ao mesmo tempo eu aproveitei o final da apresentação para fazer uma simples pergunta à platéia: “Quem aqui usaria o Zandu?”. Poderia ter sido um tiro no pé caso as mãos não levantassem, mas pra minha alegria (e segunda surpresa do dia) as mãos subiram! Não sou um excelente matemático, mas eu diria que foram mais de 70% delas! Muito bom…

Depois que todas as equipes fizeram suas apresentações, foram distribuídas cédulas para que as platéia escolhesse aquele negócio que mais lhe agradava, os jurados, por sua vez, foram tomar a sua decisão. Trinta minutos depois….. uma nova surpresa, todas as equipes classificadas ganhariam algum prêmio em dinheiro! Começaram a chamar as 6 equipes que ganhariam os prêmios de R$1.000. Foram chamando, chamando, e aquele sentimento de “se ficar entre os 10 está bom” foi desaparecendo! A cada equipe chamada eu me sentia mais perto da Califórnia! 😀 A última chamada foi a Zapcare… digo pra vocês que a pronúncia desse “Z” foi a mais longa da minha vida… mas não era o “Z” de Zandu!

Aí chegou a 3a surpresa do dia… com cerca de 33% dos votos o Zandu foi a escolha do público como melhor negócio! Estou mais do que contente… se “a voz do povo é a voz de Deus” eu estou bem na fita! 😀 Ainda descolei um cheque de R$5.000!!! Meu primeiro dinheiro como empreendedor de internet! 😀 Mas fora isso, foi muito bom sentir que, pelo menos dos consumidores, o entusiasmo é grande com o Zandu! Também foram extremamente enriquecedores os feedbacks recebidos dos jurados e os novos contatos feitos com potenciais parceiros/investidores.

Sim, queria mais… mas preciso ficar (e estou) muito satisfeito com o resultado que consegui alcançar, isso me motiva para continuar buscando o “Plano A”!

Bom, parabéns para os dois grandes ganhadores: CleanFood (2o colocado) e vEye, prêmio mais do que merecido (depois explico o que cada uma propõe)! Também parabéns para a P2D que ganhou o prêmio de R$5.000 por um excelente trabalho no plano escrito. Parabéns também para o GVCepe e a Intel por apoiarem o empreendedorismo, que mais eventos como esse apareçam pelo Brasil.

Agora é torcer pros brazucas mandarem bem lá na Califórnia!

Desafio GV-Intel (Updtate)

Hoje foi a semi-final do “2o Desafio GV-Intel”. As 20 equipes finalista realizaram suas apresentações em dois grupos separados, das 9 da manhã até agora a pouco. Eu tive sorte logo no começo, fui sorteado para ser o último do meu grupo a apresentar. O lado ruim era ter uma platéia menor e mais cansada, mas por outro lado pude ficar mais tranqüilo ao assistir as outras apresentações e me preparar melhor para o tipo de perguntas realizadas pelos jurados.Falando em jurados, a banca era composta por três empreendedores/investidores:

  • Gabriel Migliori: Semeia Brasil – empresa de VC
  • Aníbal Messa: Plataforma Capital – empresa de VC (pelo que entendi foi/é a e-Platform, investidora do Buscapé)
  • Daniel Heise: DirectTalk – presidente da empresa de atendimento ao cliente via Web

Em linhas gerais o dia foi excelente. Foi ótimo finalmente conhecer a proposta das outras empresas (só pude assistir as apresentações das outras 9 equipes do meu grupo). Gostei bastante de algumas como a Certis – um sistema criado para certificar que medicamentos não são roubados ou falsificados – e a CleanFood – um serviço para “tratamento” de frutas para combater o seu apodrecimento antes do transporte interno e exportação. Essas duas equipes me impressionaram pela qualidade do plano, as idéias parecem bastante redondas e com grande potencial… coincidentemente são formadas por membros mais “sêniors”, nenhum graduando metido a empreendedor lá no meio! rs 🙂

Quanto ao Zandu… o feedback foi excelente. Gostaram bastante da apresentação (se tudo der errado eu abro uma consultoria para apresentações de PowerPoint… rs), também mostraram interesse pelo conceito do modelo de negócios. Apontaram pontos fracos mas também me deram uma injeção de ânimo para tocar a idéia e tirá-la do papel; incentivo mais do que bem vindo para combater aquela voz que diz “você é maluco” que às vezes dá as caras (principalmente quando olho o saldo bancário!)… 🙂

Vamos ver se o Zandu se classifica para a final, que será amanhã cedo. O resultado só será divulgado minutos antes. Tensão total até lá!

Por sinal, estão todos convidados para assistir a apresentação dos finalistas. Amanhã, 8 da manhã, no Salão Nobre da FGV-SP. Imagino que é possível reservar um lugar se mandarem um email para cepe @ fgvsp . br (se não puder a Camila do GVCepe me mata!).

Agora é voltar ao PowerPoint e ajustar a apresentação para uma possível classificação… preciso tirar alguns slides que mostram o “pulo do gato” do Zandu (vai que tem algum concorrente infiltrado na platéia 😉 ) e agregar outros que abordam estes pontos fracos levantados hoje… vai ser difícil responder às perguntas sem abrir demais o posicionamento do Zandu, mas vou tentar!

É isso… quem sabe amanhã não apareço com boas notícias! 🙂

Comece pequeno… build a beachhead

No momento estou preparando a apresentação do Zandu para as finais do “2o Desafio Gv-Intel“.

Um dos pontos que quero abordar é a importância de se lançar um serviço com um nicho em mente. Do meu ponto de vista as empresas que hoje atuam nesse mercado estão sem foco, não sabem ao certo qual cliente querem atingir e acabam tentando atender todo mundo. Resultado: não conquistam ninguém.

Se o Zandu sair do papel a idéia é lançá-lo para um público específico, e desse público crescer para os demais. Operando dessa maneira será possível construir uma ferramenta que seja mais útil e que atenda de forma mais eficaz a expectativa dos usuários (tanto dos vendedores quanto dos compradores).

Além disso eu acho que um grande erro cometido por “empreendedores da Internet” é a crença de que basta colocar o negócio na rede que a idéia pega… a verdade é que negócios na Internet são como qualquer outro, precisam ser “vendidos”… e o esforço de vendas deve ser Off-line e não só Virtual. Focando em um nicho esse esforço de vendas é facilitado.

Buscando reforços para esse ponto eu citei duas frases interessantes do Guy Kawasaki que estão no seu livro “The Art of the Start“. Seguem os slides:

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Por acaso acabei de cair em um blog (usando o StumbleUpon… excelente para momentos de tédio) onde o autor aborda esse ponto…. segue o link.

Treinamento “in-house” na FGV

É… esse blog está jogado às moscas, mas isso é sinal que eu ando ocupado! Semana de provas parciais e entregas de trabalho… infelizmente não sobrou muito tempo para o Zandu ou para o “Plano A”.

Desculpas esfarrapadas à parte vamos ao que interessa… hoje foi dia de “Treinamento In-House” na FGV. Todas as 20 equipes classificadas para a final participaram de um evento que aconteceu na EAESP durante todo o dia. A programação foi:

  1. Palestra com o Professor Tales Andreassi sobre Planos de Negócio. Pra mim foi uma revisão (sempre bem vinda) já que fui aluno dele em uma eletiva.
  2. Apresentação feita pelo Leonardo (cujo sobrenome não me lembro) sobre o mercado de Private Equity/Venture Capital no Brasil. Ele resumiu os principais pontos sobre essa indústria que foram levantados no Censo elaborado pelo GVCepe (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital).
  3. O professor Cláudio Furtado fez uma rápida apresentação onde focou uma pergunta que todo empreendedor deve responder: “quem paga pelo meu produto?”.Conversando com outras pessoas presentes ficou bastante claro que as equipes com um forte perfil “técnico” (engenheiros, desenvolvedores de software, etc) têm muita dificuldade com isso (comentários deles próprios!). Ou seja, são bons tecnicamente mas não conseguem transformar suas idéias em um produto de sucesso por não identificarem claramente quem são os potenciais consumidores das suas inovações e quanto pagariam por isso (se é que pagariam). Ficou óbvio que precisamos de um intercâmbio maior entre universitários dos dois mundos (técnico e de negócios), com certeza surgiriam excelentes projetos.
  4. A seguir cada grupo teve um feedback de 10 minutos com o seu mentor (um MBA da FGV) onde foram levantados pontos positivos e negativos do plano de negócios. A ideía é que esses mentores auxiliem os grupos nesta semana que resta até a entrega do plano final.
  5. Por último tivemos uma sessão de perguntas e respostas com o Daniel Heise (DirectTalk) e o Celso (Nunes?) da DGF Investimentos, falando basicamente sobre a relação entre empreendedores e venture capitalists.

Neste momento perguntei aos dois sobre a visão que eles tinham de negócios de internet sem fortes barreiras de entrada. A resposta, como era esperado, não foi das mais animadoras. Realmente negócios deste tipo tem dificuldade no Brasil, principalmente pela falta de capital (nos EUA os investidores estão dispostos a correr esse risco maior). A saída é convencer os investidores de que você consegue fazer o projeto crescer rapidamente para que ele passe a aproveitar de uma barreira como o network effect.

Lição para casa: preciso desenvolver muito bem as idéias que tenho sobre o lançamento do serviço (focando nos nichos de mercado que identifiquei como ideais) e a construção de ferramentas de backoffice que ajudarão no crescimento rápido do Zandu. A demanda pelo serviço existe, resta saber quem irá executá-lo da melhor maneira possível.

Agora de volta ao mundo real das provas…