Archive for the ‘Start-up’ Category

Desafio 2009

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Os trabalhos para a organização do “Desafio 2009” já estão a todo vapor!

O “Desafio” (que inclui “Desafio GV” e o novo “Desafio América Latina”) é uma competição de novos negócios organizada pelo GVcepe para empreendedores da América Latina. O “Desafio GV” é aberto para equipes de brasileiros que possuam projetos inovadores ligados à tecnologia. O “Desafio América Latina” deverá reunir os finalistas de 4 países (Chile, Argentina, Brasil e México) para uma competição integrada de onde sairão os melhores de cada país e os melhores do continente.

É uma excelente oportunidade para empreendedores interessados em dar visibilidade para suas start-ups e para investidores descobrirem quais são as empresas mais inovadoras do país e da América Latina!

Para saber mais sobre a competição acesse a rede social que foi construída para unir, além de participantes e jurados da competição, todo e qualquer empreendedor/investidor interessado em inovação na América Latina. O objetivo é criar um ponto de referência para este público, com conteúdo relevante e espaço para networking.

Os blogs Startupi, Tiago Doria e FayerWayer também escreveram sobre a rede social e a competição.

O endereço temporário é http://desafio.ning.com

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TechCrunch 50

Desde o dia 8 de setembro está rolando o TC50, um evento organizado pelo Michael Arrington (do blog TechCrunch) onde 52 start-ups se apresentarão até o dia 10.

Cada start-up tem 8 minutos para vender seu peixe. Todo o evento está sendo transmitido ao vivo e os vídeos das empresas que já se apresentaram podem ser vistos pelo site.

Vale a pena conferir para escutar as novas idéias que estão surgindo e ter uma noção de como são feitos os pitchs lá fora. Também é bom pra ver que não é só por aqui que surgem idéias bizarras

O Daniel está fazendo um apanhado de cada idéia então não vou fazer o retrabalho, meus comentários serão feitos no blog dele mesmo.

Microcapitalismo empreendedor

Já faz algum tempo que mantenho contato com investidores e empreendedores brasileiros. Durante os últimos meses, trabalhando no GVcepe, tive a oportunidade de entender um pouco melhor as dificuldades pelas quais essas pessoas estão passando aqui no Brasil.

Escuto muito sobre “dificuldade para se conseguir dinheiro” de um lado e a “a falta de planos de negócio de qualidade” do outro. Não discordo que a “cultura de negócios” ainda é incipiente no nosso país, e que isso dificulta a elaboração de planos de negócios com sólida base financeira, mercadológica e estratégica, mas não acredito que falte dinheiro para ser investido em empresas nascentes com foco em inovação. O que acho que falta é um método de alocação de recursos realista e adaptado à nossa realidade.

Desconsiderando os planos de negócios que simplesmente não atingiram um patamar de qualidade aceitável do ponto de vista do investidor, e supondo que há sim capital disponível, o que tenho visto é uma “bateção” de cabeça que talvez seja desnecessária.

Na última semana aconteceu a final do 3º Desafio GV-INTEL. Esta competição de planos de negócios, da qual participei na sua segunda edição e que foi tema freqüente na fase 1 desse blog, traz estudantes (de graduação e pós-graduação) de todo o Brasil com um sonho de empreender. Conversando e ouvindo relatos percebi um ciclo:

1.    Investidores não gostam de planos pouco ambiciosos (um projeto que vise, a longo prazo, atacar somente um nicho no mercado nacional, por exemplo);

2.    Os empreendedores que sacam isso constroem planos agressivos;

3.    Estes projetos com visões muito ambiciosas, e conseqüentemente com necessidades de investimento muito altas, são vistos com desconfiança pelos investidores;

4.    Os empreendedores reformulam seus planos, diminuindo o escopo do projeto e o montante exigido.

Este ciclo vai se repetindo. Conheço empreendedores que estão lutando com esse dilema. Inicialmente apresentam seus projetos aos fundos mas recebem um “não” por se tratar de um plano que necessita de pouco investimento (“Não fazemos investimentos de R$100 mil reais… isso não dá retorno”). Reformulam o trabalho, visando objetivos mais grandiosos e, quando retornam, recebem outro não pois deixar R$2 milhões nas mãos de garotos é insanidade, certo?

Bom, ainda não tenho uma base teórica muito forte nem experiência profissional muito grande para afirmar com certeza que identifiquei um problema, mas acho que um fator que atrapalha o bom funcionamento dessa indústria no Brasil é a tentativa de importar para o país um modelo americano de capital empreendedor.

É praxe, em economia e administração, importar teorias de países desenvolvidos para países em desenvolvimento, com freqüentes desastres (esse assunto daria um outro post gigante). Conforme o tempo passa chega-se a conclusão de que é preciso adaptar estas teorias e práticas à realidade local. Não somos tão globalizados e parecidos (americanizados) quanto pensamos.

O que eu proponho é uma adaptação desse modelo de venture capital americano usando como guia o que foi feito (com grande sucesso) no sistema financeiro para classes menos favorecidas em países em desenvolvimento (com destaque para a Índia).

Lá, por falta dos fatores necessários (infra-estrutura, mercado consumidor, análises de crédito etc.) o mercado financeiro tradicional não funcionou. O que funcionou (e muito bem)? Microfinanças. Uma adaptação do que já existia para a realidade local e a necessidade dos agentes envolvidos.

Se é extremamente arriscado dar um empréstimo de US$1.000 para uma criadora de gado a melhor solução é negar esse capital a ela? Não. Dê empréstimos menores, de US$50, US$100 com pagamentos realizados em um curto espaço de tempo (ao invés de empréstimos com 1 ano, 2 anos de duração, empréstimos com uma, duas semanas de prazo).

Isso dá ao investidor maior segurança, uma vez que ele diminui seu risco, e por outro lado insere esse microempreendedor no sistema. Além de, obviamente, aumentar o número de investimentos que um único investidor pode realizar.

Essa exclusão do mercado financeiro não lembra o que acontece com muitos empreendedores no Brasil? Não acho que estejam completamente errados ao dizer que falta capital… O capital está lá, só não chega nas suas mãos.

Então que tal aplicar um modelo de microfinanças para o capital empreendedor (capital de risco, se preferirem) no Brasil?

•    Investimentos menores, (R$50mil a R$200 mil reais);

•    Ciclos de investimentos mais curtos, com metas mais claras (desenvolvimento de protótipos, lançamento de versões beta, conquista dos primeiros 1.000 clientes, etc.);

•    Múltiplas rodadas de investimentos (quantas empresas brasileiras você conhece que receberam mais de 3 rodadas de investimento de capital empreendedor?).

Alguns podem dizer que este é o papel dos investidores anjo, mas eu discordo pois aqui no Brasil ainda não temos anjos suficientes que dêem conta da demanda de capital. O que temos é um grande número de fundos de PE/VC que querem investir mas não encontram projetos que adéqüem às suas expectativas. O que precisa mudar, então, é o alinhamento destas expectativas.

Empreendedores precisam preparar projetos visando múltiplas rodadas de investimento (definir metas e objetivos concretos para o curto/médio prazo) e os investidores, por sua vez, precisam abraçar planos cujas necessidades de investimento são menores.

Talvez esta não seja a solução, confesso que não dediquei muito tempo para refinar a idéia, mas é um modelo que está martelando na minha cabeça e gostaria de discuti-lo com pessoas mais experientes e preparadas do que eu.

Zandu nascendo???

09112007720.jpgOntem tive uma excelente e produtiva reunião com um amigo… discutimos por algumas horas, entre um copo de cerveja e outro, o que era necessário (em termos de programação) para tirar o Zandu do papel. Desenhamos os principais fluxos pelos quais os usuários provavelmente passarão e pensamos nas principais telas… durante os próximos dias vou arrumar algum tempo para colocar tudo isso no Photoshop e, a partir daí, começar a programar o HTML, CSS e etc…09112007721.jpg

Acreditamos que podemos fazer bastante dedicando o nosso tempo livre para o desenvolvimento do Zandu e para o aprendizado de coisas que ainda não dominamos (eu, por exemplo, vou ter que aprender HTML pra valer!)… recursos são escassos, mas dá para começar a brincar… 🙂

ps: estas pequenas folhas de papel, um dia, podem ser históricas! 😀

1o Startup Camp Brasil

Depois de um bom tempo sem falar sobre empreendedorismo nesse blog eu estou fazendo esse post direto do 1o StartupCamp Brasil! Ainda não começou, o pessoal está chegando e se preparando para o evento.. durante o dia vou fazer alguns posts (pra compensar a ausência dos últimos dias) com comentários sobre as apresentações.

10112007723.jpgEdit 1: Começou… Cazé Peçanha e Carlo Dapuzzo apresentando o conceito do StartupCamp

Edit 2: Marcelo Ballona (Submarino.com.br) dividindo um pouco da sua história como empreendedor. Ponto principal: não ter medo do fracasso, se for para entrar na “canoa” do empreendedorismo, é preciso entrar com os dois pés. “Tentem até a última gota de sangue”.

Edit 3: apresentação do Fábio Igel (Monashees.com.br), ele está contando um pouco sobre a sua experiência de vida pessoal e empreendedora e logo mais deve abordar o tema “Conversando com um VC”. Edit 3.1: Foi muito bacana a palestra, os presentes mostraram-se bastante interessados no assunto, várias perguntas e muito bom humor por parte do Fabinho.

Edit 4: Início da participação do Fábio Seixas (Camiseteria.com/WeShow.com). Tópico: “Preparando um pitch para10112007724.jpg investidores”. Edit 4.1: O Fábio está contando um pouco da sua história no empreendedorismo… já foram 3 tentativas que não deram certo, está na 4a! Reforçando a idéia de persistência para ter sucesso nessa vida. Edit 4.2: outro ponto importante apresentado por todos até agora é a importância das pessoas em todo esse processo. Para os empreendedores é importante conhecer melhor os potenciais investidores, e os capitalistas de risco sempre investem em pessoas, acima de tudo, não em planos ou idéias. Edit 4.3: DISCLAIMER: sou um péssimo repórter… 😉 Edit 4.4: outro ponto em comum nas três palestras: Crie algo antes de procurar capital.

10112007725.jpgMeus amigos… me desculpem mas não tenho habilidade nem paciência para ser jornalista/reporter/blogueiro! Aqui encerra o meu relato do Startup Camp! Com certeza outros blogs farão uma cobertura infinitamente melhor que a minha! 🙂

Futuro das redes sociais

Desde que o Facebook tomou a iniciativa de se tornar um sistema aberto eu comecei a ficar com uma pulga atrás da orelha, tentando imaginar qual seria o futuro das redes sociais na Internet.

Faz algumas semanas que eu estava querendo escrever sobre uma “viagem” minha… a de que estamos chegando numa terceira onda das redes sociais.

A primeira foi a explosão das redes sociais, a descoberta da sua utilidade e o nascimento dos grandes representantes “locais” (Facebook e MySpace nos EUA, Orkut no Brasil e Índia, Beebo em alguns países europeus, etc).

A segunda onda foi o nascimento de redes “nichadas”. Redes sociais para networking profissional (ex: LinkedIn), para fãs de futebol (ex: Joga.com), para fotógrafos (ex: Flickr), viciados em música (ex: iLike e Last.FM) etc…

E agora eu acho que a terceira onda está se formando. Ela será caracterizada, não pelo surgimento de novas redes sociais construídas do zero – individuais, ilhadas, isoladas no seu próprio nicho – mas pela criação de “acessórios” para as grandes redes sociais já existentes. Alguns pontos me levam a pensar dessa maneira:

  • As pessoas estão de saco cheio de criar novas contas em mil e uma redes sociais…
  • Quanto mais redes surgem mais a informação fica dispersa e difícil de ser absorvida pelos usuários
  • Tempo é um recurso escasso, e por isso eu não consigo acompanhar muitas redes sociais ao mesmo tempo
  • Um desenvolvedor não precisa mais construir uma rede social do zero porque ele pode aproveitar uma que já tem milhões de usuários

Com a abertura dos grandes players (Facebook já fez… MySpace e Orkut já disseram que seguirão a tendência) eu acho que não fará mais sentido você tentar construir uma rede social do zero. Não é que desconsidero a importância dos nichos, eles sempre existirão, mas eu imagino que agora eles existirão DENTRO das redes sociais já estabelecidas.

Com a abertura do código destas redes ficará mais fácil desenvolver aplicativos que permitam, a uma única rede social, oferecer diversas utilidades para os seus usuários. Elas também têm oferecido, cada vez mais, a possibilidade do usuário limitar as informações visíveis para determinados tipos de usuários (quero que empresas vejam meu currículo mas que não vejam minhas fotos, por exemplo). O Facebook pode, então, ser a minha rede social, que me oferece contatos profissionais, contatos para xavecos e para ferramentas para reunir meus amigos de boteco.

Isso tem ficado bastante claro conforme surgem aplicativos que possuem mais usuários dentro do Facebook do que fora, com a sua própria rede social (ex: iLike).

Portanto, se hoje eu fosse criar um serviço que se beneficiasse (ou dependesse) do surgimento de uma rede social eu partiria para o desenvolvimento de aplicativos dentro destas redes sociais já existentes.

Aproveitando pra fazer jabá (e cutucar a concorrência… 🙂 rs) eu dou o exemplo do Zandu. Não vejo a necessidade de criar uma nova rede social para permitir a compra em grupos, basta criar um aplicativo que fosse integrado ao Facebook, Orkut e MySpace para operacionalizar essas compras em grupo. As pessoas usufruiriam a rede social que já possuem (todos os seus contatos do Orkut, por exemplo), sem forçá-las a ter que começar tudo do zero. Lógico que o site próprio do Zandu ainda existirá… mas a sua faceta “social” estaria fora deste site.

Outro exemplo (que já acontece) é o do “Peer-to-peer Lending” (depois escrevo mais sobre isso, acho MUITO bacana). O Prosper e o Zopa criaram redes sociais “do zero” para possibilitar o empréstimo de dinheiro entre pessoas (conhecidas ou desconhecidas). Eis que surge o LendingClub, que criou um aplicativo para Facebook que permite realizar as mesmas transações. Vantagem operacional? LendingClub tem acesso à uma rede social com mais de 34 milhões de usuários enquanto o Prosper e o Zopa precisam construir a sua rede do zero.

Uma ressalva que faço é que esse mundo de “Aplicativos” ainda está nascendo, então talvez hoje seja difícil deixar uma ferramenta do “seu jeito”, com a segurança que você deseja, com todas as funcionalidades de que você precisa… mas, para conceitos mais simples (como o do Zandu) já faz mais sentido desenvolver nestas plataformas do que tentar reinventar a roda.

Para as empresas que hoje utilizam o conceito de redes sociais eu acho que hora de sentar e avaliar como isso impactará os seus negócios. Se elas não se transformarem alguém fará por elas e tomará o seu espaço.

Bom, essa é uma visão do futuro. Nem tudo está tão claro, mas nesses momentos de divergência e incerteza é possível conquistar uma vantagem competitiva sobre concorrentes e criar serviços inovadores.

Lógico que esse é o MEU ponto de vista, a minha aposta… alguém concorda/discorda? Ela pode mudar, desde que me convençam do contrário! 😉

GeniousRocket – publicidade crowdsourced (o retorno)

Esbarrei (mais uma vez pelo StubleUpon) no site GeniusRocket.

Uma comunidade para “pessoas criativas” que queiram trabalhar com publicidade. Seja na criação de um comercial, de uma campanha ou de um hotsite.

Bem parecido com a proposta do Zooppa sobre o qual comentei em outro post

Pelo que percebi a grande diferença é que o GeniusRocket oferece outros “trabalhos” fora a criação de vídeos virais, eles permitem que alguém colabore com um projeto oferecendo uma mão de obra mais especializada como “narração”, “edição”, “efeitos especiais”, “web design”, “direção”, etc…

A empresa provavelmente cobra uma boa grana para que as empresas divulguem as suas “ofertas de trabalho”.

Interessante para quem tem dons artísticos.