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Levante a mão quem nunca colou…

Acabei de ler uma matéria da Business 2.0 falando sobre 3 irmãos que mudaram o cenário do empreendedorismo alemão, e de quebra fizeram fortuna, com uma estratégia bem simples: levaram para a Alemanha modelos de negócio americanos bem-sucedidos.

A matéria me chamou a atenção porque, volta e meia, encontro idéias interessantes lá fora e fico com vontade de trazê-las para o Brasil. Até algum tempo atrás eu tinha muita resistência quanto a isso… sempre com o desejo de fazer algo 100% inovador, algo que o mundo nunca tinha visto. Depois comecei a ficar mais humilde e passei a entender que só porque se trata de uma cópia não significa que é fácil tirá-la do papel. Existem sim grandes desafios para se adaptar um modelo de negócios estrangeiro. Afinal de contas, você precisa moldar o modelo de negócios para culturas, consumidores, condições de mercado e legislações completamente diferentes. Pra mim esses desafios são atraentes o suficiente para eu tentar realizar algo como o Zandu.

Em outras palavras, é como se você fosse colar em uma prova mas só enxergasse parte da resposta do seu coleguinha japonês do lado… aí você precisa dar aquela ‘maquiada’, usar a criatividade, usar o que você conseguiu ‘captar’ e o que você realmente sabe para formar aquele híbrido de 15 linhas que te salvará de uma DP certa… 😀 (Não que eu faça esse tipo de coisa…¬¬)

Outro ponto que levanto em defesa das ‘copycats’ é que muitas empresas que agora são consideradas inovadoras começaram com um modelo bem conhecido na sua época (ninguém fala que o FaceBook é uma cópia do MySpace… ou que este seja uma cópia do Friendster…). Além do mais, acredito que de um “copycat” podem surgir spinoffs muito interessantes (por exemplo a plataforma aberta de Apps do Facebook)…

Felizmente nada impede que alguém olhe para uma empresa e diga: “Eu posso fazer isso… só que melhor!”. Se os empreendedores parassem no obstáculo escrito “alguém já faz isso” nós não teríamos a Embraer (já existia a Neiva no Brasil) o Google (já existia o Yahoo!) ou a Skol (tá, essa foi só pra jogar confete).

Pra finalizar, para mim o exercício de estudar estas empresas e tentar ‘adaptar’ o seu modelo para o nosso país é divertido e me ajuda a enxergar outras possibilidades, a mesclar conceitos de cada uma delas e gerar novas idéias…

E a saga começa… TCC!

Zando Logo

Estou começando a escrever as primeiras linhas do meu TCC (ou Trabalho de Estágio, como insistem em chamá-lo na FGV). Tentando matar dois coelhos com uma cajadada só estou fazendo um Plano de Negócios. O trabalho de fazer um PN é muito maior, vou ralar muito mais do que se fizesse um TCC tradicional (proposta de melhoria ou oportunidade para uma das empresas em que estagiei) mas pelo menos ele vai me servir para alguma coisa depois que eu estiver formado (assim espero!).

O “projeto” escolhido para meu TCC foi o Zandu, uma proposta para criar uma nova dinâmica de comércio eletrônico no Brasil e na América Latina (sim, os que tem contato a mais tempo com as minhas “viagens” sabem que eu canibalizei o nome de outra idéia!). Basicamente ele ajudará na criação de Grupos de Compra. O benefício para consumidores é que ele – teoricamente – oferecerá produtos com desconto, e para os vendedores é uma oportunidade de vender uma enorme quantidade de produtos com um mínimo investimento (e esforço) em marketing.

Imagine aquele iPod Nano novinho em folha que você quer tanto comprar… por que não juntar mais 15 pessoas (que talvez você nem conheça ainda) para barganhar um preço mais bacana com um lojista??? E para o Lojista é melhor vender 15 iPods no mesmo período que ele levaria para vender 2 ou 3.

O conceito é esse, existem coisas parecidas lá fora (ex: Tumpang, eSwarm) mas eu tenho algumas idéias que vão dar um tempero e um diferencial estratégico para o negócio! Ha! 😀

Ahh… e estou concorrendo no “2º Desafio GV-Intel de Novos Negócios” com o Zandu… infelizmente não tive tempo para construir um PN que me deu muito orgulho mas espero, pelo menos, classificar entre os 20 finalistas para que eu tenha tempo de melhorá-lo e quem sabe descolar um prêmio/seed-capital! 🙂