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Prêmio Procter & Gamble

Um post rápido só para contar uma novidade sobre o Zandu (não é a ressurreição do Plano A!)…

Como eu havia escrito aqui há um bom tempo, usei o plano de negócios do Zandu como o meu TCC (trabalho de conclusão de curso) na FGV-SP.

A boa notícia que tenho pra dar é que esse plano foi indicado para o Prêmio Procter & Gamble da FGV, um evento para o qual são indicados 10 TCC’s escolhidos pelos professores da EAESP e tidos como os melhores do semestre. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz com essa indicação.

Mas aquele dia 12 de agosto ainda reservava outra surpresa… o Zandu havia sido escolhido por uma equipe da P&G (com mais 4 trabalhos) para uma apresentação final de curtíssimos 8 minutos. Fiz o “elevator pitch” do plano, seguido de 10 minutos de Q&A, e acabei levando o grande prêmio! O Zandu foi considerado o melhor TCC do semestre!

Mais um belo reconhecimento para o projeto! 🙂

Essa premiação também foi a primeira aparição pública da Batuq, empresa que eu e mais dois amigos estamos abrindo como um side-project (vulgo: bico) e que tem o objetivo de ajudar empreendedores, executivos e empresas a transmitirem melhor a sua mensagem (dado que o Zandu ganhou o prêmio de “escolha do público” no Desafio GV-Intel e agora este da P&G eu acho que a nossa metodologia de “vender o peixe” funciona razoavelmente bem!).

Queria agradecer meus amigos-sócios Manuca e Heitor pela ajuda na apresentação. Em breve eu atualizo este post colocando-a aqui.

É isso aí… peace-out! 🙂

É o começo do fim!

Hoje foi o primeiro dia do meu último semestre na FGV (se não acontecer nenhum imprevisto no meio do caminho!). Com esse “início do fim” a cabeça fica a mil por hora, pensando dia e noite sobre como será a vida na nova fase que se aproxima.

Durante os últimos 6 meses eu segui uma escolha pessoal, corri atrás do tal “Plano A”. A intenção era a de desenvolver um plano de negócios e tentar tirá-lo do papel antes de formar… Pra quem acompanha este blog está claro que a “idéia” escolhida era o Zandu. Digo “era o Zandu” por que, para os que ainda não sabem, ele foi “abortado”! Isso mesmo… Depois de meses pesquisando e conversando muito com outras pessoas (de potenciais clientes a investidores) concluí que o modelo original do Zandu não é viável.

Sem dúvida ter que abandonar uma idéia, e um sonho, não é nada fácil, mas o desapego faz parte do processo criativo e é essencial para o empreendedorismo. Afinal de contas os planos de negócios são criados para tentar compreender – entre outras coisas – se uma idéia é viável, e quando o resultado não é positivo é importante saber “abortar”.

Continuarei trabalhando no Zandu já que ele será tema do meu TCC, mas tentarei modificar o modelo de negócios… Quem sabe não encontro uma saída viável para ele.

De qualquer maneira, o prazo que dei a mim mesmo para concretizar o “Plano A” esgotou. Não me arrependo nem um pouco de ter dedicado os últimos meses  a este sonho, mas agora é hora de olhar para frente! O que tenho certeza é que desejo continuar em contato com o empreendedorismo, que é o caminho profissional que escolhi.

Portanto, caros amigos, caso saibam de oportunidades interessantes ligadas a empreendedorismo e venture capital, me dêem um toque! 😉

Zandu nascendo???

09112007720.jpgOntem tive uma excelente e produtiva reunião com um amigo… discutimos por algumas horas, entre um copo de cerveja e outro, o que era necessário (em termos de programação) para tirar o Zandu do papel. Desenhamos os principais fluxos pelos quais os usuários provavelmente passarão e pensamos nas principais telas… durante os próximos dias vou arrumar algum tempo para colocar tudo isso no Photoshop e, a partir daí, começar a programar o HTML, CSS e etc…09112007721.jpg

Acreditamos que podemos fazer bastante dedicando o nosso tempo livre para o desenvolvimento do Zandu e para o aprendizado de coisas que ainda não dominamos (eu, por exemplo, vou ter que aprender HTML pra valer!)… recursos são escassos, mas dá para começar a brincar… 🙂

ps: estas pequenas folhas de papel, um dia, podem ser históricas! 😀

Desafio GV-Intel (Episódio Final)

Depois de mais ou menos um mês de trabalho no plano de negócios do Zandu, hoje fiquei sabendo o resultado final. A primeira boa surpresa do dia foi a classificação entre os 10 finalistas do “2o Desafio GV-Intel“!

No começo da manhã essa era a minha meta. Eu pensava: “tem muitos projetos legais aqui… ficando entre os 10 está excelente!”. Lógico que quando saiu o resultado eu fiquei super-feliz, mas passados 5 minutos eu já queria mais!

Pelo sorteio eu fui o 8o a apresentar. Um dos poucos sem terno e gravata eu assumi meu lugar no “palanque” e, com o tempo um pouco mais apertado do que na semi-final, apresentei o Zandu para a banca de jurados e para a platéia presente. Eu já sabia que a banca de hoje seria formada, em grande parte, por sócios/analistas de empresas de Private Equity (Intel Capital, Rio Bravo Investimento, Value Partners, etc)… isso me deixou com um pouco de receio já que os fundos de PE costumam investir em negócios um pouco menos arriscados do que serviços via web, mas a apresentação correu bem mesmo assim.

Como eu nunca havia apresentado o Zandu para tantas pessoas ao mesmo tempo eu aproveitei o final da apresentação para fazer uma simples pergunta à platéia: “Quem aqui usaria o Zandu?”. Poderia ter sido um tiro no pé caso as mãos não levantassem, mas pra minha alegria (e segunda surpresa do dia) as mãos subiram! Não sou um excelente matemático, mas eu diria que foram mais de 70% delas! Muito bom…

Depois que todas as equipes fizeram suas apresentações, foram distribuídas cédulas para que as platéia escolhesse aquele negócio que mais lhe agradava, os jurados, por sua vez, foram tomar a sua decisão. Trinta minutos depois….. uma nova surpresa, todas as equipes classificadas ganhariam algum prêmio em dinheiro! Começaram a chamar as 6 equipes que ganhariam os prêmios de R$1.000. Foram chamando, chamando, e aquele sentimento de “se ficar entre os 10 está bom” foi desaparecendo! A cada equipe chamada eu me sentia mais perto da Califórnia! 😀 A última chamada foi a Zapcare… digo pra vocês que a pronúncia desse “Z” foi a mais longa da minha vida… mas não era o “Z” de Zandu!

Aí chegou a 3a surpresa do dia… com cerca de 33% dos votos o Zandu foi a escolha do público como melhor negócio! Estou mais do que contente… se “a voz do povo é a voz de Deus” eu estou bem na fita! 😀 Ainda descolei um cheque de R$5.000!!! Meu primeiro dinheiro como empreendedor de internet! 😀 Mas fora isso, foi muito bom sentir que, pelo menos dos consumidores, o entusiasmo é grande com o Zandu! Também foram extremamente enriquecedores os feedbacks recebidos dos jurados e os novos contatos feitos com potenciais parceiros/investidores.

Sim, queria mais… mas preciso ficar (e estou) muito satisfeito com o resultado que consegui alcançar, isso me motiva para continuar buscando o “Plano A”!

Bom, parabéns para os dois grandes ganhadores: CleanFood (2o colocado) e vEye, prêmio mais do que merecido (depois explico o que cada uma propõe)! Também parabéns para a P2D que ganhou o prêmio de R$5.000 por um excelente trabalho no plano escrito. Parabéns também para o GVCepe e a Intel por apoiarem o empreendedorismo, que mais eventos como esse apareçam pelo Brasil.

Agora é torcer pros brazucas mandarem bem lá na Califórnia!

Desafio GV-Intel (Updtate)

Hoje foi a semi-final do “2o Desafio GV-Intel”. As 20 equipes finalista realizaram suas apresentações em dois grupos separados, das 9 da manhã até agora a pouco. Eu tive sorte logo no começo, fui sorteado para ser o último do meu grupo a apresentar. O lado ruim era ter uma platéia menor e mais cansada, mas por outro lado pude ficar mais tranqüilo ao assistir as outras apresentações e me preparar melhor para o tipo de perguntas realizadas pelos jurados.Falando em jurados, a banca era composta por três empreendedores/investidores:

  • Gabriel Migliori: Semeia Brasil – empresa de VC
  • Aníbal Messa: Plataforma Capital – empresa de VC (pelo que entendi foi/é a e-Platform, investidora do Buscapé)
  • Daniel Heise: DirectTalk – presidente da empresa de atendimento ao cliente via Web

Em linhas gerais o dia foi excelente. Foi ótimo finalmente conhecer a proposta das outras empresas (só pude assistir as apresentações das outras 9 equipes do meu grupo). Gostei bastante de algumas como a Certis – um sistema criado para certificar que medicamentos não são roubados ou falsificados – e a CleanFood – um serviço para “tratamento” de frutas para combater o seu apodrecimento antes do transporte interno e exportação. Essas duas equipes me impressionaram pela qualidade do plano, as idéias parecem bastante redondas e com grande potencial… coincidentemente são formadas por membros mais “sêniors”, nenhum graduando metido a empreendedor lá no meio! rs 🙂

Quanto ao Zandu… o feedback foi excelente. Gostaram bastante da apresentação (se tudo der errado eu abro uma consultoria para apresentações de PowerPoint… rs), também mostraram interesse pelo conceito do modelo de negócios. Apontaram pontos fracos mas também me deram uma injeção de ânimo para tocar a idéia e tirá-la do papel; incentivo mais do que bem vindo para combater aquela voz que diz “você é maluco” que às vezes dá as caras (principalmente quando olho o saldo bancário!)… 🙂

Vamos ver se o Zandu se classifica para a final, que será amanhã cedo. O resultado só será divulgado minutos antes. Tensão total até lá!

Por sinal, estão todos convidados para assistir a apresentação dos finalistas. Amanhã, 8 da manhã, no Salão Nobre da FGV-SP. Imagino que é possível reservar um lugar se mandarem um email para cepe @ fgvsp . br (se não puder a Camila do GVCepe me mata!).

Agora é voltar ao PowerPoint e ajustar a apresentação para uma possível classificação… preciso tirar alguns slides que mostram o “pulo do gato” do Zandu (vai que tem algum concorrente infiltrado na platéia 😉 ) e agregar outros que abordam estes pontos fracos levantados hoje… vai ser difícil responder às perguntas sem abrir demais o posicionamento do Zandu, mas vou tentar!

É isso… quem sabe amanhã não apareço com boas notícias! 🙂

Futuro das redes sociais

Desde que o Facebook tomou a iniciativa de se tornar um sistema aberto eu comecei a ficar com uma pulga atrás da orelha, tentando imaginar qual seria o futuro das redes sociais na Internet.

Faz algumas semanas que eu estava querendo escrever sobre uma “viagem” minha… a de que estamos chegando numa terceira onda das redes sociais.

A primeira foi a explosão das redes sociais, a descoberta da sua utilidade e o nascimento dos grandes representantes “locais” (Facebook e MySpace nos EUA, Orkut no Brasil e Índia, Beebo em alguns países europeus, etc).

A segunda onda foi o nascimento de redes “nichadas”. Redes sociais para networking profissional (ex: LinkedIn), para fãs de futebol (ex: Joga.com), para fotógrafos (ex: Flickr), viciados em música (ex: iLike e Last.FM) etc…

E agora eu acho que a terceira onda está se formando. Ela será caracterizada, não pelo surgimento de novas redes sociais construídas do zero – individuais, ilhadas, isoladas no seu próprio nicho – mas pela criação de “acessórios” para as grandes redes sociais já existentes. Alguns pontos me levam a pensar dessa maneira:

  • As pessoas estão de saco cheio de criar novas contas em mil e uma redes sociais…
  • Quanto mais redes surgem mais a informação fica dispersa e difícil de ser absorvida pelos usuários
  • Tempo é um recurso escasso, e por isso eu não consigo acompanhar muitas redes sociais ao mesmo tempo
  • Um desenvolvedor não precisa mais construir uma rede social do zero porque ele pode aproveitar uma que já tem milhões de usuários

Com a abertura dos grandes players (Facebook já fez… MySpace e Orkut já disseram que seguirão a tendência) eu acho que não fará mais sentido você tentar construir uma rede social do zero. Não é que desconsidero a importância dos nichos, eles sempre existirão, mas eu imagino que agora eles existirão DENTRO das redes sociais já estabelecidas.

Com a abertura do código destas redes ficará mais fácil desenvolver aplicativos que permitam, a uma única rede social, oferecer diversas utilidades para os seus usuários. Elas também têm oferecido, cada vez mais, a possibilidade do usuário limitar as informações visíveis para determinados tipos de usuários (quero que empresas vejam meu currículo mas que não vejam minhas fotos, por exemplo). O Facebook pode, então, ser a minha rede social, que me oferece contatos profissionais, contatos para xavecos e para ferramentas para reunir meus amigos de boteco.

Isso tem ficado bastante claro conforme surgem aplicativos que possuem mais usuários dentro do Facebook do que fora, com a sua própria rede social (ex: iLike).

Portanto, se hoje eu fosse criar um serviço que se beneficiasse (ou dependesse) do surgimento de uma rede social eu partiria para o desenvolvimento de aplicativos dentro destas redes sociais já existentes.

Aproveitando pra fazer jabá (e cutucar a concorrência… 🙂 rs) eu dou o exemplo do Zandu. Não vejo a necessidade de criar uma nova rede social para permitir a compra em grupos, basta criar um aplicativo que fosse integrado ao Facebook, Orkut e MySpace para operacionalizar essas compras em grupo. As pessoas usufruiriam a rede social que já possuem (todos os seus contatos do Orkut, por exemplo), sem forçá-las a ter que começar tudo do zero. Lógico que o site próprio do Zandu ainda existirá… mas a sua faceta “social” estaria fora deste site.

Outro exemplo (que já acontece) é o do “Peer-to-peer Lending” (depois escrevo mais sobre isso, acho MUITO bacana). O Prosper e o Zopa criaram redes sociais “do zero” para possibilitar o empréstimo de dinheiro entre pessoas (conhecidas ou desconhecidas). Eis que surge o LendingClub, que criou um aplicativo para Facebook que permite realizar as mesmas transações. Vantagem operacional? LendingClub tem acesso à uma rede social com mais de 34 milhões de usuários enquanto o Prosper e o Zopa precisam construir a sua rede do zero.

Uma ressalva que faço é que esse mundo de “Aplicativos” ainda está nascendo, então talvez hoje seja difícil deixar uma ferramenta do “seu jeito”, com a segurança que você deseja, com todas as funcionalidades de que você precisa… mas, para conceitos mais simples (como o do Zandu) já faz mais sentido desenvolver nestas plataformas do que tentar reinventar a roda.

Para as empresas que hoje utilizam o conceito de redes sociais eu acho que hora de sentar e avaliar como isso impactará os seus negócios. Se elas não se transformarem alguém fará por elas e tomará o seu espaço.

Bom, essa é uma visão do futuro. Nem tudo está tão claro, mas nesses momentos de divergência e incerteza é possível conquistar uma vantagem competitiva sobre concorrentes e criar serviços inovadores.

Lógico que esse é o MEU ponto de vista, a minha aposta… alguém concorda/discorda? Ela pode mudar, desde que me convençam do contrário! 😉

Comece pequeno… build a beachhead

No momento estou preparando a apresentação do Zandu para as finais do “2o Desafio Gv-Intel“.

Um dos pontos que quero abordar é a importância de se lançar um serviço com um nicho em mente. Do meu ponto de vista as empresas que hoje atuam nesse mercado estão sem foco, não sabem ao certo qual cliente querem atingir e acabam tentando atender todo mundo. Resultado: não conquistam ninguém.

Se o Zandu sair do papel a idéia é lançá-lo para um público específico, e desse público crescer para os demais. Operando dessa maneira será possível construir uma ferramenta que seja mais útil e que atenda de forma mais eficaz a expectativa dos usuários (tanto dos vendedores quanto dos compradores).

Além disso eu acho que um grande erro cometido por “empreendedores da Internet” é a crença de que basta colocar o negócio na rede que a idéia pega… a verdade é que negócios na Internet são como qualquer outro, precisam ser “vendidos”… e o esforço de vendas deve ser Off-line e não só Virtual. Focando em um nicho esse esforço de vendas é facilitado.

Buscando reforços para esse ponto eu citei duas frases interessantes do Guy Kawasaki que estão no seu livro “The Art of the Start“. Seguem os slides:

nicho1.JPG

nicho2.JPG

Por acaso acabei de cair em um blog (usando o StumbleUpon… excelente para momentos de tédio) onde o autor aborda esse ponto…. segue o link.